Chefe do FBI defende programa de espionagem do governo dos EUA

“O FBI (Agência Federal de Investigações dos EUA) deveria ter acesso a qualquer dado não classificado, conforme estipulado na quarta emenda da Constituição dos Estados Unido”, declarou Robert Mueller, diretor dessa agência governamental em apoio do programa de espionagem nas comunicações revelado pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden.

Durante a sua participação numa Comissão Judicial da Câmara, Robert Mueller declarou que o Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira aprovou o programa, o qual se executou em cumprimento da lei dos Estados Unidos, sob a supervisão do Congresso.

Robert Mueller

O funcionário norte-americano transmitiu estas declarações depois do diários ‘The Guardian’ e ‘The Washington Post’ terem publicado no passado dia 6 de junho uma informação filtrada relativa ao modo de operar das agências federais norte-americanas de espionagem nas comunicações reveladas por Edward Snowden.

O diretor do FBI também declarou que Edward Snowden é alvo duma investigação criminal.

“O indivíduo que admitiu ter feito estas revelações… é objeto duma investigação penal”, afirmou Mueller.

“Estas revelações causaram enorme prejuízo à nossa nação e segurança. Estamos tomando todas as medidas necessárias para deter a pessoa responsável”, acrescentou.

Em 9 de junho, Snowden filtrou documentos que revelaram o programa PRISM, que permite à Agência Nacional de Segurança (NSA) ter acesso a conversas privadas realizadas no Facebook, Google, Skype e outros serviços online.

Esta vigilância generalizada das comunicações é executada ao abrigo da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA).

As revelações de Snowden originaram uma forte onda de críticas em diferentes círculos, entre os quais os defensores dos direitos civis.

Tradução: Sionismo.NET

Fonte HispanTV

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