EUA destaca 9.000 soldados em Israel.

Obama e NetanyahuCerca de 9.000 soldados norte-americanos desembarcam em Israel para formar parte de um contingente militar que se prepara para um possível ataque ao Irão (br. Irã).

Israel e Estados Unidos realizarão manobras militares conjuntas para coordenar mecanismos de defesa antimísseis, segundo informa a edição digital do diário israelita (br. israelense) Haaretz.

Os exercícios, que se realizarão brevemente, segundo informou uma fonte do Ministério da Defesa de Israel, estavam planeados há algum tempo e não estão relacionados directamente com as manobras iranianas da semana passada no estreito de Ormuz.

Essa é a versão oficial do governo do estado sionista, mas outras informações fazem outra leitura dos acontecimentos, tendo em conta os últimos eventos ocorridos nesse canal do Golfo Pérsico.

Segundo informa o portal israelita Debkafile, os quase 9.000 soldados norte-americanos que estão desembarcando formam parte de uma missão preparada para um possível confronto militar com Irão (br. Irã).

Os exercícios militares, denominados “Austere Challenge 12″, foram concebidos para melhorar os sistemas conjuntos de defesa, especialmente na luta contra mísseis balísticos. Recordemos que as manobras realizadas esta semana por Irão incluíam o lançamento de um novo tipo de míssil de longo alcance com capacidade para atingir Israel.

A República Islâmica demonstrou toda a sua força com as manobras em Ormuz, uma das passagens mais importantes do mundo para as exportações de petóleo e, portanto, principal impedimento de um ataque de Ocidente.

Washington não descarta um ataque

O governo de Barack Obama declarou por diversas vezes em público que a opção militar contra o Irão não está descartada. Tudo aponta para que os EUA já estão preparando uma intervenção. 

Algumas fontes asseguram que o ataque será de surpresa pois que a Casa Branca e aliados querem evitar mobilizações como as que se produziram contra a guerra de Iraque. Por isso estão baseando-se em relatórios de duvidosa veracidade para legitimar um cenário bélico.

EUA e os seus aliados tentam vender que Irão é “uma ameaça para o mundo” argumentando que o seu programa energético de carácter nuclear tem “fins militares”. Contudo, o presidente Mahmud Ahmadineyad negou, em diversas ocasiões, e convidou Washington a apresentar provas firmes que confirmem essa hipótese.

Teerão denuncia que a verdadeira razão por que EUA tem Irão como objectivo militar são os seus recursos naturais. As reservas de petróleo iranianas são as terceiras maiores do mundo com aproximadamente 136.000 milhões de barris. Irão é o quarto maior produtor de petróleo e o segundo produtor da OPEP depois de Arábia Saudí.

Perante esta campanha mediática que procura criminalizar o governo de Irão (br. Irã), o vice-presidente Mohammad Reza Rahimi, recomendou à imprensa ocidental fazer um exercício de memória para recordar que em toda a história da humanidade somente houve uma potência que se atreveu a lançar duas bombas atómicas, causando a morte de milhares de civis inocentes. “Para aqueles que andem curtos de memória, esse país é os Estados Unidos da América”, advertiu Reza Rahimi, fazendo referência às duas bombas que os EUA lançaram sobre Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945 e que provocaram a morte de mais de 200.000 personas.

 Fuente: LibreRed.net

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