O massacre de Kandahar foi organizado por um grupo de soldados norte-americanos.

Massacre de Kandahar

O massacre dos 17 civis afegãos realizados na província de Kandahar, no sul de Afeganistão, não foi cometido por apenas um soldado norte-americano, como afirmam as autoridades norte-americanas, segundo testemunhos afegãos apresentados num vídeo divulgado domingo pela CNN.

Os aldeãos afegãos declararam que vários soldados norte-americanos entraram nas suas casas e lhes perguntaram pelos taliban.

As testemunhas responderam que não havia ali nenhum taliban, mas os soldados, sem tomar em consideração as suas palavras, começaram a disparar contra as pessoas.

“Era por volta das 3 da manhã quando os soldados entraram na habitação. Levaram o meu tio para fora do quarto e assassinaram-no depois de lhe terem perguntado “onde estão os taliban?”, declarou Ali Ahmad, um dos habitantes da localidade, que acrescentou que o seu tio lhes tinha respondido que não sabia nada sobre os taliban.

Ahmad revelou que o pior aconteceu na habitação contígua, onde entraram e mataram todas as crianças, entre os quais um bebé de dois meses de idade.

Segundo as outras testemunhas, depois da matança, os soldados amontoaram os cadáveres e atearam fogo.

A cadeia de televisão norte-americana CNN publicou fotografias dos cadáveres das crianças que, segundo os aldeãos, foram queimados pelas tropas dos EUA.

Na madrugada de 11 de março, um grupo de soldados norte-americanos das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) saíram da sua base, entraram em 4 casas de uma população de Kandahar e mataram 17 civis afegãos, na sua maioria crianças e mulheres.

Não obstante, a OTAN, juntamente com os funcionários dos Estados Unidos, continua alegando que apenas um soldado, identificado como o sargento Robert Bales, foi o responsável pelos assassinatos; enquanto que os líderes tribais e os representantes do povo declararam um dia após o incidente que o crime foi planeado e tem como autores vários efectivos do país norte-americano.

Um comité de investigação estabelecido pelo parlamento afegão descobriu que pelo menos 20 soldados norte-americanos participaram no massacre.

O chefe do Comité de Verificação da Verdade afegão, Sayed Ishaq Gilani, afirmou que os nativos coincidem em que a referida matança foi realizada por várias pessoas e que o motivo foi a vingança por um atentado que destruiu um tanque norte-americano a semana anterior.

Após este acontecimento, as relações Washington-Kabul atingiram níveis mínimos, o que põe em perigo as conversações para a criação do pacto de associação estratégica entre ambos os países, após a saída das tropas estrangeiras em 2014.

Fonte: HispanTV

Tradução: SionismoNet

, ,

Comments are closed.