Por esclarecer massacre norte-americano de civis no Iémene.

porta-avioes dos EUA

A União Americana de Liberdades Civis (ACLU) e o Centro de Direitos Constitucionais exigiram esta terça-feira a Washington que revele detalhes de um ataque com mísseis a Iémene, em 2009.

Os dois grupos defensores de direitos de cidadãos anunciaram num comunicado que apresentaram um pedido de informação -ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação (FOIA)- ao Pentágono, ao departamento da Armada e ao Comando Central dos Estados Unidos, entre outras entidades governamentais.

Os referidos grupos pretendem averiguar quais os motivos e bases lógicas para o ataque, bem como se os oficiais envolvidos sabiam que havia civis na área, que procedimentos se levaram a cabo para investigar e porque falhou.

O ataque, que teve lugar em 17 de dezembro de 2009, acabou com a vida de 41 iemenitas, entre eles 21 crianças e 14 mulheres: foi o maior massacre de civis provocado por um ataque dos EUA, até à data, segundo a ACLU.

Num cabo diplomático de 2010, difundido pelo site Wikileaks, o governo de Iémene assegura aos Estados Unidos que lhe “cobriria as costas” assumindo a responsabilidade do ataque.

Apesar dos funcionários norte-americanos assegurarem que as operações contra supostos militantes causam poucas baixas não militares, os diversos relatórios sobre o elevado número de vítimas civis no Iémene, Paquistão e outros países “colocam sérias dúvidas sobre se o governo dos EUA está violando o direito internacional e nacional, ao não distinguir entre civis e combatentes, bem como pelo uso de força letal fora dos campos de batalha activos”, assinala o comunicado.

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