A escalada de violência em Afeganistão é uma conspiração de Washington.

Guerra no Afeganistão

A escalada de violência no Afeganistão é uma conspiração de Washington para manter a presença militar nesse país asiático, advertiu o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior da Assembleia Consultiva Islâmica do Irão (Mayles), Alaedin Boruyerdi. 

O legislador iraniano repudiou as medidas dos EUA em organizar explosões no Afeganistão com o objectivo de inculcar a ideia nas mentes dos afegãos, que o país voltará a converter-se num cenário tenso e inseguro sem a presença militar de Washington. 

Desde algum tempo que a Casa Branca procura assinar um Acordo de Associação Estratégica com Kabul, um pacto que, segundo Boruyerdi, viola a independência de Afganistão, uma vez que prorroga a presença das tropas norte-americanas nesse país e concede-lhes impunidade judicial. 

As explosões e outros ataques terroristas que ocorrem em Afeganistão têm só um objectivo; fazer crer que apenas os EUA são capazes de garantir a segurança no país, declarou o parlamentário iraniano. 

Contudo, “a experiência demonstrou que a presença dos EUA não fomentaram a segurança no Afeganistão, pelo contrário, em território afegão têm-se verificado numerosos distúrbios, explosões e outros problemas de segurança”. 

Existem dúvidas sobre se Washington e Kabul serão capazes de estabelecer um acordo em matéria estratégica a longo prazo, uma vez que nas últimas semanas as relações bilaterais entre ambos os países se têm deteriorado. 

O Acordo de Associação Estratégica Washington-Kabul permite aos EUA manterem uma presença militar no Afeganistão para além de 2014, data na qual deverão ser retirados todos os contingentes estrangeiros do país centro-asiático.

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